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terça-feira, 2 de março de 2010

AS TRÊS UNÇÕES (Pastor Medeiros)


1. UNÇÃO PROFÉTICA (Lc. 9.2).
2. UNÇÃO SACERDOTAL (1Pe. 2.5-9)
3. UNÇÃO REAL (Lc. 10.19).


1. UNÇÃO PROFÉTICA: A unção profética todo cristão tem. O dom profético somente pessoas dotadas para esse fim, o tem. Um é diferente do outro. Quem tem o dom profético é profeta. Agabo, por exemplo, (At.21.10,11).

Na unção profética, as palavras são pronunciadas, por meio de uma fé viva na palavra de Deus, unção que todos os escolhidos têm, mas nem todos sabem disso.

No dom profético, as palavras são pronunciadas por meio de revelações vindas do Espírito de Deus, revelações, que nunca contrastam a Palavra de Deus.

2. UNÇÃO SACERDOTAL: A unção sacerdotal nos permite livre acesso ao Santo dos santos. Podemos oferecer sacrifícios vivos a Deus a qualquer momento. Ingressamos-nos no Santo dos santos, pedimos perdão pelos nossos pecados e pelos pecados dos outros, coisa que era permitido somente ao sacerdote. Como recebemos essa unção, não corremos mais o risco de sermos fulminados.

3. UNÇÃO REAL: A unção real dá ao crente em Jesus, autoridade e ousadia contra todo tipo de mal। Tanto para repreender de si mesmo os incômodos do dia a dia, como para ajudar as pessoas, libertando-as e curando-as em nome de Jesus। Essa unção torna o crente ousado e consequentemente usado para o serviço cristão। A maioria dos cristãos deixaram essas três unções de lado, para exercerem uma unção não permitida por Deus, que é de julgar as pessoas, ou seja, de Juiz। Usar esta unção é usurpar algo de alguém। Isso compete a Deus e não a nós। Fazer uso desta unção é usurpação, pois ela é exclusiva de Deus, e não foi distribuída aos seus servos.

a) Deus nos dá a unção do Profeta, para vermos o impossível acontecer।

b) Ele nos dá a unção do Rei, para termos autoridade e poder para realizar a sua obra।

c) Ele nos dá a unção sacerdotal, para sermos puros, interceder pelas nações e ter comunhão direta com Ele।

No Antigo Testamento, a unção era feita com óleo, no Novo Testamento a unção é traduzida como “O Espírito Santo vindo sobre uma pessoa”. Você pode receber hoje as três unções em sua vida, pois assim diz a palavra de Deus. Basta você crer.

TEXTOS QUE CONFIRMAM A UNÇÃO

I Pe 2:5 - Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.

Ap 5: 10 - E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

Ap 1: 6 - E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.

Ap 11: 18 - E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.

Ef 4: 11 - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.

Nós exercemos direitos proféticos, sacerdotais e reais.

Moisés foi usado por Deus para libertar o seu povo do Egito, função de um Rei em batalha. Em seguida entregou-lhe a lei para governar sobre o povo. Deus falava diretamente com Moisés, característica de um profeta (Ex.19.3), Moisés era um profundo intercessor pelo povo, característica de um sacerdote, embora Arão era o sacerdote oficial da nação.

Como Sacerdote; precisamos interceder e representar o povo em oração. Precisamos exortar, repreender e consolar como Profeta e governar este mundo espiritual, como Rei.

Samuel parece ser o ultimo recebedor desta tríplice unção. Durante 1.000 anos de Melquisedeque a Samuel, Deus havia colocado esta unção sobre os homens para fornecer a liderança para o seu povo escolhido, mas através da desobediência, o povo clama por um rei e a nação começa a cair. Mas com a predição da vinda de Jesus a tripla unção é restaurada (Js. 32.1,2; Is. 9.6; Sl. 110.2-4).

Jesus transferiu a tripla unção a todos que se submetem ao seu discipulado (Jo. 15.14,15). Não há razão para a transferência desta unção para aqueles que não desejam exercer sua função para a Glória de Deus e ajuda no seu reino.

1. O Senhor deu virtude e poder (Lc. 9.1). Unção de Rei.

2. Os enviou a pregar (Lc. 9.2), Unção de Profeta. Anunciamos que Jesus salva, batiza no Espírito Santo, cura... e que um dia voltará...características de profeta.

3. Salvo se nós próprios formos comprar (Lc. 9.13), Unção de Sacerdote, intercessor.

SAIBA MAIS: No sentido espiritual, não existe, matadores de profetas. Ninguém mata um profeta, morrem apenas os supostos profetas, porque o verdadeiro profeta, Deus trata dele na intimidade, e quando esse não esta bem, Deus envia o seu anjo, para levantá-lo, porque o verdadeiro profeta conhece a voz verdadeira de Deus, e não se deixa morrer ou intimidar pela voz do homem. Nenhum ministério mata profeta. O verdadeiro profeta aprende a viver em obediência e debaixo da hierarquia da igreja. Morre quanto é suposto profeta e não esta disposto a obedecer aos princípios de Deus, e aos ensinamentos da Igreja.

ATITUDES DE UM VERDADEIRO PROFETA


I Reis 18.19-24 e I Reis 19.1-18

A história do profeta Elias é cheia de milagres, sinais e maravilhas. Ele foi um grande homem de Deus cheio de fé, coragem e ousadia. Mas esse mesmo homem de Deus teve os seus medos e temores, teve também o seu dia mal, teve o seu dia de entrar numa caverna e pedir a morte. Ele saiu do Carmelo, dos belíssimos vinhedos de Deus, para uma caverna sem luz, sem ventilação e sem beleza alguma. Em nossa vida, temos os dias de "Carmelo", mas também enfrentamos os dias de "Caverna". E para os dias de "Caverna", precisamos do Senhor!

I - SAIMOS DA CAVERNA QUANDO DESCOBRIMOS QUEM SOMOS. Elias, um grande profeta de Deus, ao ser ameaçado por Jezabel, esposa do rei Acabe, é tomado por um espírito maligno de medo e foge, esquecendo-se completamente de quem ele era. E nessa sua fuga, entra numa caverna e pede a morte (I Reis 19:1-4 e 9). Ele só conseguiu sair da caverna quando Deus o lembrou quem ele era e lhe entregou a missão de ungir um rei e um profeta. Se você se encontra numa situação difícil, onde você não vê uma saída, se você se sente triste, abatido ou mesmo derrotado, se você está vivendo numa "caverna", eu quero que você saiba que você é obra das mãos de Deus, você é um projeto de Deus, você foi criado a imagem e semelhança de Deus e foi feito para vencer (Salmo 8)! Deixe Jesus conduzir a sua vida e tirá-lo dessa caverna. Clame por Jesus e Ele te ouvirá e te salvará (Rm 10.13).

II - SAIMOS DA CAVERNA QUANDO TEMOS UM PROPÓSITO DE VIDA. O profeta Elias, ao concluir com grande êxito a sua mais recente missão, achou-se sem um novo propósito para a sua vida e acabou por entrar numa caverna e lá pediu a morte. Temos visto com preocupação o aumento do número de casos de depressão, geralmente como resultado de uma vida sem propósito. E muitos psicólogos têm recomendado para essas pessoas que ocupem o seu tempo, a sua vida, com algo útil, que busquem prestar serviço voluntário na sua comunidade, que dêem um novo sentido a sua vida. O homem não foi feito para viver sem propósito, nem foi feito para viver numa "caverna" esperando a morte chegar. Deus tem um plano para cada pessoa e cabe ao homem deixar que Deus execute esse plano na sua vida. E tudo começa quando o homem entrega a sua vida a Jesus.

III - SAIMOS DA CAVERNA QUANDO OUVIMOS A VOZ DE DEUS. Elias deixou a caverna quando ouviu a voz de Deus. E essa voz não veio no meio de um "grande e forte vento", não veio num "terremoto", nem no meio de um "fogo", mas num "cicio tranqüilo e suave". Assim e a voz do Senhor nosso Deus, uma voz doce e meiga que em amor nos convida para entregarmos a Ele todo o nosso pesado fardo (Mt 11.28-30).

A FUNÇÃO DO EVANGELISTA

Definição. “O dom ministerial do evangelista é a capacidade dada por Deus a alguns membros do corpo de Cristo para expor o evangelho de tal forma aos não-cristãos, que esses aceitem a Cristo e se tornem discípulos e membros responsáveis do Corpo de Cristo, e também treinar a igreja para que ela desenvolva o ministério de reconciliação”.

Explicação. Todo crente verdadeiro é uma testemunha de Jesus Cristo, sem importar se tal crente possui ou não o dom de evangelismo. Todo crente precisa estar preparado para compartilhar de sua fé com os incrédulos, conduzindo-os aos pés de Cristo sempre que se apresente uma oportunidade, esse é o papel cristão de todos os crentes verdadeiros que correspondem a esse dom. Mas apesar disso, nem todos os crentes receberam o dom de evangelista. Quem tem esse dom tem a habilidade sobrenatural dada por Deus para conduzir pessoas não crentes a Cristo, pois esse dom é primário na igreja, ele visa o crescimento da igreja.

Referências Bíblicas.

1. Efésios 4.11 - “E ele mesmo deu uns para... evangelistas...”.

2. II Timóteo 4.5 – “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”.

3. Atos 8.5-6 – “E, descendo Filipe à acidade de Samaria, lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouvia e via os sinais que ele fazia”.

4. Atos 21.8 – “No dia seguinte, partindo dali Paulo e nós que com ele estávamos, chegamos a cesárea; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele”.

5. Romanos 10.14-15 – “Como, pois, invocarão aquele a quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não foram enviados? Como esta escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas”.

A palavra grega que é traduzida por "evangelista" nesses versículos é "euaggelistes" que significa literalmente "um bom mensageiro”, ou "mensageiro do bem”, ou "boas novas”. Desde o início ela foi usada em referência àqueles que pregavam o evangelho.
Nesse sentido, todos os apóstolos foram também evangelistas. Apesar disso, essa era somente uma de suas muitas obrigações. Havia aqueles cujos ministérios eram totalmente voltados a pregar o evangelho para trazer a oportunidade de salvação aos não-salvos. Filipe, que foi nomeado com Estevão como um dos sete diáconos em Jerusalém, é um exemplo que temos desse ministério no Novo Testamento. Desde Atos oito, o vemos operando, e seu ministério foi conduzir as pessoas à salvação. Nós então vemos no apogeu desse avivamento na cidade, Filipe sendo levado a pregar o evangelho a somente um homem no deserto. Isso requereria uma notável sensibilidade e obediência ao Espírito, assim como uma submissão ao ministério que Deus havia dado a outros, isto é, aos apóstolos. Filipe obviamente não foi possessivo em seu trabalho e reconheceu suas próprias limitações. É digno de nota que estudos mostraram que cerca de 95% daqueles que vêm a salvação o fazem através do testemunho de um amigo ou parente. Isso significa que menos de 5% estão vindo a Jesus através de cruzadas, programas de televisão, de rádios, e todas as outras formas de evangelismo combinadas. Isso nos mostra que o trabalho do evangelista é duplo:

Primeiro. O evangelista foi chamado e capacitado por Deus para trabalhar com os não crentes, ganhá-los para Jesus Cristo, trazê-los para a igreja para serem discipulados.

Segundo. O evangelista tem a responsabilidade principal de equipar os santos para fazer o trabalho do ministério, treinar os crentes para que esses trabalhem testemunhando e ganhando para Jesus Cristo as pessoas do círculo da sua amizade. Às vezes pensamos que o evangelista foi dado para trabalhar somente com os perdidos, mas a Bíblia diz que Deus deu ao evangelista a responsabilidade de falar a igreja. Esse falar a igreja não significa falar de salvação, pois a igreja já é salva - “E ele mesmo deu uns para... evangelistas..., querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo”. (Efésios 4.11-12). Observe que a Bíblia fala que esse ministério foi dado para capacitar, treinar os crentes para que esses desempenhem o ministério de cada um. Qual o ministério, ou o serviço de cada crente que precisa ser capacitado pelos evangelistas? O ministério de reconciliação!

Ministério de Reconciliação. O evangelista deve treinar os crentes para que eles desenvolvam o ministério da reconciliação – “Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamos-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus”. (II Coríntios 5.18-20). O que é ministério de reconciliação? É o serviço de cada crente em restabelecer a paz entre o homem e Deus, levar às pessoas a salvação através de Jesus Cristo. Os santos têm que aprender não só que eles são salvos, mas que eles têm o ministério da reconciliação, que devem reconciliar o homem pecador com o seu criador.

O evangelista traz uma revelação de Jesus como salvador e inspira os crentes a ganhar as almas, ele ministra, treina os santos, aperfeiçoa-os para a obra do ministério de reconciliação. O ministério de evangelista é necessário para aperfeiçoar os santos, é responsável em ajudar os crentes, o evangelista tem assim como os outros quatro ministérios, o oficio de construtor. Deus o estabeleceu na igreja e ele é necessário para a construção do templo.

A função especial do evangelista, além de estar envolvido no trabalho de ganhar os perdidos para Cristo, é compartilhar com a igreja um amor pelo mundo perdido, e uma paixão por encontrar os perdidos. O fato que 95% daqueles que vem a Cristo o faz através de testemunho de crentes individuais está correto, e nos leva a considerar a importância do trabalho do evangelista com a igreja, também nos mostra que a maior parte dos que se convertem, 95%, se convertem através de relacionamentos, primeiro se faz um amigo, depois se faz um irmão – “Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia se faz irmão”. (Provérbios 17.17). Se uma igreja está crescendo em números isso se deve ao testemunho do sucesso dos evangelistas na igreja hoje, e um dos elementos mais cruciais para fazer evangelismo é uma igreja encorajada por evangelistas.

DIÁCONOS E PRESBÍTEROS


Diáconos e Presbíteros

VISÃO GERAL. Toda organização tem pelo menos uma pessoa que trabalha nos bastidores. Esta é a função do diácono ou presbítero na igreja. Eles trabalham nos bastidores servindo e ministrando às necessidades das pessoas. O termo diácono vem do grego e significa servo ou ministro. A palavra "diaconato" descreve o serviço do grupo de diáconos e diaconisas dentro de uma igreja. Algumas igrejas indicam "presbíteros", termo que descreve aqueles que exercem um papel de liderança similar dentro da igreja. Diáconos e presbíteros podem estar ou não na liderança durante um culto dominical típico como um pastor ou ministro de adoração. Entretanto, seu trabalho de bastidores, conduzindo os negócios da igreja e o trabalho de Cristo, é primordial.

DIÁCONOS: VISÃO DO NOVO TESTAMENTO. Várias referências seculares dão a diácono o sentido de garçom, servo, administrador ou mensageiro. Escritores bíblicos usam esta palavra para descrever vários ministérios e serviços. Só bem mais tarde na igreja primitiva foi usado para indicar um grupo distinto de oficiais da igreja. Entre seus usos comuns, diácono se refere a quem serve a refeição (Jo. 2.5,9), servos do rei (Mt. 22.13), ministro de Deus (II Co. 6:4), ministro de Cristo (II Co. 11.23), ministro de Deus (Cl. 1.24-25) e autoridade (Rm. 13:4). O Novo Testamento apresenta o ministério do serviço como uma marca de toda a igreja, isto é, como uma conduta normal para todos os discípulos (Mt. 20: 26-28; Lc. 22: 26-27). Os ensinamentos de Jesus no julgamento final equiparam esse ministério com: alimentar os famintos, acolher o próximo, vestir os que estão despidos, visitar os enfermos e encarcerados (Mt. 25: 31-46). Todo o Novo Testamento enfatiza a compaixão pelas necessidades físicas e espirituais dos indivíduos bem como quanto nos devemos doar para satisfazer essas necessidades. Deus nos capacita para o serviço com vários dons espirituais. Quando realizamos esse serviço, em última análise, ministramos ao próprio Cristo (Mt. 25.45).

ORIGEM. Alguns estudiosos da Bíblia estabelecem uma relação entre o "hazzan" da sinagoga judaica e o serviço cristão do diácono. O "hazzan" abria e fechava as portas da sinagoga, mantinha-a limpa e distribuía os livros para leitura. Jesus provavelmente passou o rolo do livro de Isaías para um diácono depois que acabou de lê-lo (Lc. 4.20). Outros estudiosos do Novo Testamento dão atenção considerável à escolha dos sete (At. 6:1-6); vêem aquele ato como um precursor histórico de uma estrutura mais desenvolvida (Fl. 1:1; I Tm. 3:8-13 - as duas referências específicas ao "ofício" de diácono). Cada apóstolo já estava sobrecarregado com várias responsabilidades. No entanto, os doze apóstolos propuseram uma divisão do trabalho para assegurar assistência às viúvas gregas na distribuição diária que a igreja fazia de alimento e donativos. Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito de Deus e de sabedoria (At. 6:3), se destacaram na congregação de Jerusalém, praticando caridade e atendendo necessidades físicas. Alguns lembram que o diaconato não devia ser relacionado somente a caridade, pois os diáconos eram pessoas de estatura espiritual. Estevão, por exemplo, "cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo" (At. 6:8). Filipe, apontado como um dos sete, "os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo" (At. 8.12). Filipe também batizava (At. 6.38) e é mencionado como um evangelista (At. 21:8).

OS DIÁCONOS NA IGREJA PRIMITIVA. Muitas igrejas provavelmente adotaram como modelo "os sete de Jerusalém" no seu quadro de diáconos. Em I Tm. 3:8-13 são dadas instruções sobre as qualificações da função de diácono, a maioria delas se relacionando ao caráter e comportamento pessoais. Um diácono deveria falar a verdade, ser marido de uma só mulher, "não dado a muito vinho", e um pai responsável. Alguns diáconos: Tm. (I Ts. 3:2; I Tm. 4:6), Tíquico (Cl. 4:7), Epafras (Cl. 1:7), Paulo (I Co. 3:5) e o próprio Cristo (Rm. 15:8). A diaconia bíblica não se caracteriza por poder e proeminência, mas por serviço ao próximo, por cuidados pastorais. As mulheres também exerciam a função de diaconisas. Em Tm. 3.11, lemos que elas deveriam ser "respeitáveis, não maldizentes, mas temperantes e fiéis em tudo". Por causa do grande número de mulheres convertidas (At. 5.14; 17:4), as mulheres atuavam na área de visitação, instruíam sobre discipulado e assistiam no batismo. Em Rm. 16:1-2, lemos que Paulo elogiou Febe por ser uma ajudadora no serviço da igreja de Cencréia. Em Rm. 12:8 e I Tm. 3:4-5 encontramos outras qualidades desejadas no diácono.

PRESBíTEROS. O serviço do diácono diferia do serviço do presbítero. Enquanto diáconos e diaconisas eram escolhidos por suas fortes características pessoais, os presbíteros obtinham sua posição por laços de família ou indicação. Seguindo um padrão definido relacionado ao sistema tribal (Nm. 11: 16-17; Dt. 29.10), o presbítero exercia funções de liderança e jurídica em razão de sua posição na família, clã ou tribo; ou em razão de sua personalidade, destreza, status ou influência; ou ainda por um processo de indicação e ordenação. Os presbíteros tinham várias funções. Por exemplo: I Timóteo 5.17 fala de presbíteros que pregavam e ensinavam; Tg. 5.14 os mostra envolvidos num ministério de cura; I Pe. 5.2 os exorta a apascentar o rebanho. Assim, os profetas e mestres que dirigiam a igreja de Antioquia (At. 13:1-3) podem ter sido os presbíteros daquela comunidade.

O PRESBITERO NA COMUNIDADE CRISTÃ. Segundo o relato de Lucas sobre a origem e expansão do Cristianismo, os presbíteros já estavam presentes na igreja de Jerusalém. Em Atos, vemos os cristãos de Antioquia enviando mantimentos "aos presbíteros (das igrejas da Judéia) por intermédio de Barnabé e Saulo (11.30). Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé "promoveram os discípulos em cada igreja" (At. 14.23). Mais tarde, foram enviados de Antioquia para Jerusalém "para os apóstolos e presbíteros" a fim de esclarecê-los sobre o assunto da circuncisão dos gentios cristãos (At. 15:2) e "foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros" (At. 15:4), que se reuniram para ouvir sobre o caso e resolver a questão (At. 15:6-23). Não se sabe quem eram e como foram escolhidos esses presbíteros. Mas certamente foram consideradas sua idade e proeminência lhes conferiu o privilégio de prestar serviço especial dentro de suas comunidades. Parece que atuavam de maneira semelhante aos anciãos das comunidades judaicas e do Sinédrio (At. 11:30; 15:2-6.22-23; 16:4; 21:18).

O QUE É SER MISSIONÁRIO?

Ser missionário não é privilégio de determinadas pessoas, mas a essência de ser cristã: “Anunciar o evangelho é necessidade que se me impõe”. (I Co. 9.16). É um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé. “Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária”. Ser missionário não é só percorrer grandes distâncias, ir para outros continentes, mas é a difícil viagem de sair de si, ir ao encontro do outro, ir ao encontro do “diferente”, ir ao encontro do marginalizado – o preferido de Jesus. O evangelismo “com renovado ardor missionário” exige que a pregação do evangelho responda aos “novos anseios do povo”.

Exige de mim, de você, de todos nós, uma abertura constante, pessoal e comunitária para responder aos desafios de hoje. É a missão de fidelidade ao “envio” de Jesus: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo. 20.21). Sem entusiasmo e esta convicção, arriscaremos perder a alegria do anúncio da boa-nova libertadora. Como conseqüência deste assumir o compromisso missionário, nasce novo estilo de missões: não levar, mas descobrir. Não só dar, mas receber. Não conquistar, mas partilhar e buscar juntos. Não ser mestre, mas aprendiz da verdade. A missão nos permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.

E aí vai o desafio: como eu posso ser missionário em minha casa, no trabalho e na comunidade em que vivo? Assumo o compromisso de cristão, vivendo e transmitindo a boa-nova da paz, da justiça, do amor, do perdão, da fraternidade, da acolhida? ...Ser missionário é fazer uma decisão radical de entrega total ao reino de Deus em prol da promoção humana.

O QUE É SER PASTOR

Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.

Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantêm rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que se gradua na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital। Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.

Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens.Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós। É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.

Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo। É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando naquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível". Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobreza e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.

Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver.

Ser pastor é saber morrer, E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.