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terça-feira, 2 de março de 2010

DIÁCONOS E PRESBÍTEROS


Diáconos e Presbíteros

VISÃO GERAL. Toda organização tem pelo menos uma pessoa que trabalha nos bastidores. Esta é a função do diácono ou presbítero na igreja. Eles trabalham nos bastidores servindo e ministrando às necessidades das pessoas. O termo diácono vem do grego e significa servo ou ministro. A palavra "diaconato" descreve o serviço do grupo de diáconos e diaconisas dentro de uma igreja. Algumas igrejas indicam "presbíteros", termo que descreve aqueles que exercem um papel de liderança similar dentro da igreja. Diáconos e presbíteros podem estar ou não na liderança durante um culto dominical típico como um pastor ou ministro de adoração. Entretanto, seu trabalho de bastidores, conduzindo os negócios da igreja e o trabalho de Cristo, é primordial.

DIÁCONOS: VISÃO DO NOVO TESTAMENTO. Várias referências seculares dão a diácono o sentido de garçom, servo, administrador ou mensageiro. Escritores bíblicos usam esta palavra para descrever vários ministérios e serviços. Só bem mais tarde na igreja primitiva foi usado para indicar um grupo distinto de oficiais da igreja. Entre seus usos comuns, diácono se refere a quem serve a refeição (Jo. 2.5,9), servos do rei (Mt. 22.13), ministro de Deus (II Co. 6:4), ministro de Cristo (II Co. 11.23), ministro de Deus (Cl. 1.24-25) e autoridade (Rm. 13:4). O Novo Testamento apresenta o ministério do serviço como uma marca de toda a igreja, isto é, como uma conduta normal para todos os discípulos (Mt. 20: 26-28; Lc. 22: 26-27). Os ensinamentos de Jesus no julgamento final equiparam esse ministério com: alimentar os famintos, acolher o próximo, vestir os que estão despidos, visitar os enfermos e encarcerados (Mt. 25: 31-46). Todo o Novo Testamento enfatiza a compaixão pelas necessidades físicas e espirituais dos indivíduos bem como quanto nos devemos doar para satisfazer essas necessidades. Deus nos capacita para o serviço com vários dons espirituais. Quando realizamos esse serviço, em última análise, ministramos ao próprio Cristo (Mt. 25.45).

ORIGEM. Alguns estudiosos da Bíblia estabelecem uma relação entre o "hazzan" da sinagoga judaica e o serviço cristão do diácono. O "hazzan" abria e fechava as portas da sinagoga, mantinha-a limpa e distribuía os livros para leitura. Jesus provavelmente passou o rolo do livro de Isaías para um diácono depois que acabou de lê-lo (Lc. 4.20). Outros estudiosos do Novo Testamento dão atenção considerável à escolha dos sete (At. 6:1-6); vêem aquele ato como um precursor histórico de uma estrutura mais desenvolvida (Fl. 1:1; I Tm. 3:8-13 - as duas referências específicas ao "ofício" de diácono). Cada apóstolo já estava sobrecarregado com várias responsabilidades. No entanto, os doze apóstolos propuseram uma divisão do trabalho para assegurar assistência às viúvas gregas na distribuição diária que a igreja fazia de alimento e donativos. Sete homens de boa reputação, cheios do Espírito de Deus e de sabedoria (At. 6:3), se destacaram na congregação de Jerusalém, praticando caridade e atendendo necessidades físicas. Alguns lembram que o diaconato não devia ser relacionado somente a caridade, pois os diáconos eram pessoas de estatura espiritual. Estevão, por exemplo, "cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo" (At. 6:8). Filipe, apontado como um dos sete, "os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo" (At. 8.12). Filipe também batizava (At. 6.38) e é mencionado como um evangelista (At. 21:8).

OS DIÁCONOS NA IGREJA PRIMITIVA. Muitas igrejas provavelmente adotaram como modelo "os sete de Jerusalém" no seu quadro de diáconos. Em I Tm. 3:8-13 são dadas instruções sobre as qualificações da função de diácono, a maioria delas se relacionando ao caráter e comportamento pessoais. Um diácono deveria falar a verdade, ser marido de uma só mulher, "não dado a muito vinho", e um pai responsável. Alguns diáconos: Tm. (I Ts. 3:2; I Tm. 4:6), Tíquico (Cl. 4:7), Epafras (Cl. 1:7), Paulo (I Co. 3:5) e o próprio Cristo (Rm. 15:8). A diaconia bíblica não se caracteriza por poder e proeminência, mas por serviço ao próximo, por cuidados pastorais. As mulheres também exerciam a função de diaconisas. Em Tm. 3.11, lemos que elas deveriam ser "respeitáveis, não maldizentes, mas temperantes e fiéis em tudo". Por causa do grande número de mulheres convertidas (At. 5.14; 17:4), as mulheres atuavam na área de visitação, instruíam sobre discipulado e assistiam no batismo. Em Rm. 16:1-2, lemos que Paulo elogiou Febe por ser uma ajudadora no serviço da igreja de Cencréia. Em Rm. 12:8 e I Tm. 3:4-5 encontramos outras qualidades desejadas no diácono.

PRESBíTEROS. O serviço do diácono diferia do serviço do presbítero. Enquanto diáconos e diaconisas eram escolhidos por suas fortes características pessoais, os presbíteros obtinham sua posição por laços de família ou indicação. Seguindo um padrão definido relacionado ao sistema tribal (Nm. 11: 16-17; Dt. 29.10), o presbítero exercia funções de liderança e jurídica em razão de sua posição na família, clã ou tribo; ou em razão de sua personalidade, destreza, status ou influência; ou ainda por um processo de indicação e ordenação. Os presbíteros tinham várias funções. Por exemplo: I Timóteo 5.17 fala de presbíteros que pregavam e ensinavam; Tg. 5.14 os mostra envolvidos num ministério de cura; I Pe. 5.2 os exorta a apascentar o rebanho. Assim, os profetas e mestres que dirigiam a igreja de Antioquia (At. 13:1-3) podem ter sido os presbíteros daquela comunidade.

O PRESBITERO NA COMUNIDADE CRISTÃ. Segundo o relato de Lucas sobre a origem e expansão do Cristianismo, os presbíteros já estavam presentes na igreja de Jerusalém. Em Atos, vemos os cristãos de Antioquia enviando mantimentos "aos presbíteros (das igrejas da Judéia) por intermédio de Barnabé e Saulo (11.30). Em sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé "promoveram os discípulos em cada igreja" (At. 14.23). Mais tarde, foram enviados de Antioquia para Jerusalém "para os apóstolos e presbíteros" a fim de esclarecê-los sobre o assunto da circuncisão dos gentios cristãos (At. 15:2) e "foram bem recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros" (At. 15:4), que se reuniram para ouvir sobre o caso e resolver a questão (At. 15:6-23). Não se sabe quem eram e como foram escolhidos esses presbíteros. Mas certamente foram consideradas sua idade e proeminência lhes conferiu o privilégio de prestar serviço especial dentro de suas comunidades. Parece que atuavam de maneira semelhante aos anciãos das comunidades judaicas e do Sinédrio (At. 11:30; 15:2-6.22-23; 16:4; 21:18).

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